A cartilagem do joelho é a camada que recobre a superfície das articulações e que permite o deslizamento sem atrito entre os ossos. Isto é, a cartilagem do joelho recobre por dentro as superfícies dos ossos do fêmur, tíbia e patela (rótula). Em contraste com o osso, a cartilagem é menos dura, porém é muito firme e resistente. Isso torna ela capaz de resistir aos impactos sofridos pelas articulações ao longo da vida.
Assim como qualquer tecido do corpo humano, com o passar da idade, a cartilagem das articulações sofrem um desgaste natural.
Entretanto, se por algum motivo exista algo que leve ao desgaste mais acelerado da cartilagem do joelho, temos um problema sério pela frente. Isso porque, a capacidade de regeneração da cartilagem é muito pequena, pois quase não chega irrigação sanguínea nela.
Enquanto que os ossos possuem boa capacidade de se regenerarem após as fraturas, a cartilagem que se lesiona não volta a ter a mesma qualidade de antes, após uma lesão ou desgaste. Sendo assim, os fatores que podem levar ao desgaste da cartilagem são:
Por fim, esses problemas podem levar a danos muito sérios levando ao desgaste da cartilagem e possível evolução para artrose.
Basicamente, existem três tipos de lesões de cartilagem:
Em princípio, indicamos o tratamento conservador (sem cirurgia) das lesões da cartilagem do joelho em quase todos os casos. Tal tratamento, traz bons resultados através da fisioterapia e fortalecimento muscular. Além da fisioterapia e reabilitação muscular, existem outras opções de tratamento não cirúrgico para lesões de cartilagem:
Por fim, caso o tratamento conservador não funcione bem após 6 meses, podemos indicar cirurgia. A seguir, vamos ver melhor as indicações da cirurgia para tratar a lesão da cartilagem do joelho.
Indicamos o tratamento cirúrgico das lesões da cartilagem do joelho nas seguintes situações:
Como o próprio nome diz, a mosaicoplastia é um procedimento que retiramos cartilagem normal de uma região do joelho que está “sobrando” cartilagem. Isso ocorre nas laterais do joelho, numa região fora de carga que chamamos de tróclea. Feito isso, usamos esse pedaço de cartilagem normal para preencher outra área que está com desgaste de cartilagem e que fica numa região mais importante do joelho (área de carga).
Na prática, retiramos pedaços cilíndricos de osso com cartilagem (como mostra a figura abaixo) e vamos preenchendo os “buracos” defeituosos de cartilagem que causam dor. Frequentemente, indicamos essa cirurgia quando existem defeitos únicos de cartilagem de tamanho médio, geralmente entre 1 e 2,5cm2. Ou seja, não é uma cirurgia que indicamos para lesões muito grandes ou muito numerosas da cartilagem.
Quando bem indicada, costuma ser uma cirurgia com excelentes resultados e ótima durabilidade.
Transplante de cartilagem é um procedimento que ainda empregamos muito pouco no nosso país, porém é muito promissor. É uma cirurgia de salvação que indicamos para lesões extensas de cartilagem em pessoas jovens ou meia idade. Em contraste com outras técnicas, transferimos uma porção de cartilagem de um doador não vivo para o paciente que tem um desgaste muito grande da cartilagem, geralmente maior do que 4cm2.
Por ser originário de um doador não vivo (cadáver), são necessários uma bateria de exames para ter certeza que o doador esteja em perfeito estado de saúde. Com isso, evitamos a transmissão de doenças e infecções para o paciente que recebe transplante. Além de ter que esperar a disponibilidade de um doador compatível, só podemos realizar esse procedimento em hospitais de altíssima complexidade. Por exemplo, aqui na capital do Estado de São Paulo, são poucos hospitais com infra-estrutura que permite realizarmos esse tipo de cirurgia. No caso desse procedimento, é possível tratar lesões mais extensas de cartilagem com resultados bastante interessantes na literatura médica.
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