Desmistificando sobre o que é a prótese total de joelho

Essa cirurgia é como colocar um "joelho biônico" por dentro?

Antes de falar um pouquinho sobre a prótese total do joelho, convém entender a qual a região do joelho que ela se destina para já desmascarar um mito frequente sobre essa cirurgia. Muitos acreditam que a pessoa passará a ter um “joelho biônico” por dentro, mas a verdade é que apesar de realmente ser uma cirurgia invasiva, muitas estruturas da região do joelho são preservadas.     

Por isso, vamos lembrar que a articulação do joelho é composta pelo osso do fêmur, da tíbia e da patela mas o que de fato articula e permite o movimento do joelho como uma espécie de dobradiça é somente a extremidade de baixo do fêmur, a extremidade de cima da tíbia e a parte de trás da patela aonde encontramos a cartilagem que é o amortecedor aonde ocorre o contato entre esses ossos.

Essa cartilagem pode sofrer desgaste progressivo, como se ela fosse sendo “corroída” pelo avanço da idade, e também por doenças e outras condições mais específicas cujo resultado comum é a artrose do joelho. Como consequência, essa doença provoca muito sofrimento para os pacientes que passam a conviver constantemente com dor, enrijecimento, perda de mobilidade e função.

E como é então a prótese total de joelho?

Nesse sentido é que entram as próteses totais de joelho, que são uma opção de tratamento para artrose do joelho. Isso porque elas substituem a região de contato desses ossos (aonde fica a cartilagem danificada) e uma pequena camada de osso acima dessa cartilagem. Sendo assim, esses implantes apresentam um componente metálico que substitui essa pequena porção do fêmur e um componente metálico da tíbia que substitui a extremidade superior da tíbia. E por fim, temos o polietileno (na figura aparece como aparte branca), que é um plástico de altíssima resistência que fica entre os componente metálicos do fêmur e tíbia e que substitui a cartilagem da patela e os meniscos.

Excetuando os ligamentos cruzados, todas as demais estruturas do joelho são preservadas  (ligamentos colaterais, cápsulas, tendões, etc) a fim que de que mantenha a estabilidade da articulação o mais próximo da original possível.

Logo, não há joelho “biônico” e sim uma “troca” da porção da articulação do joelho que estava comprometida pelo desgaste da cartilagem devido artrose do joelho.

Fiquem ligados(as) que em breve trarei mais informações que ajudarão vocês a derrubar outros mitos sobre a prótese total de joelho!

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